terça-feira, 25 de janeiro de 2011

PASSO FUNDO - JORNADA LITERÁRIA

6ª Jornadinha - ProgramaçãoPDFImprimirE-mail

6ª JORNADINHA NACIONAL DE LITERATURA

23 e 24/08 – Alunos de 1º a 4º ano
Local: Circo da Cultura

9h Sessão de abertura
Apresentador da Jornadinha: gato Gali-Leu
Espetáculo de abertura

10h Conversa com o escritor – Ziraldo

10h45min Show musical com Cid Campos Crianças Crionças

11h30min Intervalo para o almoço

14h às 16h30min Conversa com escritores (em todas as lonas em sistema de rodízio)

Lona Azul

Lona Amarela

Lona Verde

Lona Vermelha

Tânia Zagury

Elisa Lucinda

Roseana Murray

Caio Riter

Lenice Gomes

Regina Rennó

Daniel Kondo

Silvana Tavano

16h30min Sessão de autógrafos – Feira do Livro

Obs.: Esta programação poderá sofrer alterações.

25/08 – Alunos de 5ª a 9ª ano/série
Local: Circo da Cultura

9h Sessão de abertura
Apresentador da Jornadinha: gato Gali-Leu
Espetáculo de abertura

10h Conversa com o escritor Ricardo Azevedo

10h45min Show musical –

11h30min Intervalo para o almoço

14h às 16h30min Conversa com escritores (em todas as lonas em sistema de rodízio)

Lona Azul

Lona Amarela

Lona Verde

Lona Vermelha

Cláudio Fragata

Rodrigo Lacerda

Luiz Antonio de Aguiar

Telma Guimarães

Antônio Carlos Vilella

Gustavo Bernardo

Sérgio Capparelli

16h30min Sessão de autógrafos – Feira do Livro

26/08 – Alunos do ensino médio
Local: Circo da Cultura

9h Sessão de abertura
Apresentador da Jornadinha: gato Gali-Leu
Espetáculo de abertura

9h45min Conversa com o escritor Toni Bellotto

10h45min Show musical

11h30min Intervalo para o almoço

14h às 16h30min Conversa com escritores (em todas as lonas em sistema de rodízio)

Lona Azul

Lona Amarela

Lona Verde

Lona Vermelha

Leonardo Brasiliense

Giba Assis Brasil

Marcelino Freire

Andrea del Fuego

Heloisa Seixas

Alberto Martos Núñes Garcia
(Espanha)

Gabriel Bá
Fabio Moon

Antônio Carlos Vilella

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Nas Asas do Aviãozinho


Olá Regina!

Meu nome é Rafael Mussolini,sou estudante de Pedagogia e atuo como mediador de leitura em uma biblioteca comunitária chamada "Mundo do Saber". Talvez você se lembre deste nome, pois você é uma seguidora do blog do nosso pólo de leitura, o "Sou de Minas Uai", fato que nos deixou muito contentes e deixamos aqui o nosso agradecimento pelo apoio.

Tomei a liberdade de enviar esse e-mail afim de relatar uma experiência enquanto mediador utilizando o seu livro "Nas Asas do Aviãozinho". Na biblioteca recebo turmas de uma creche. Eles chegam juntamente com a educadora e possuímos um espaço que procuramos organizar de forma a oferecer conforto, ludicidade e sensação de pertencimento, sendo que nosso maior desafio e desejo é a sedução de novos leitores.

Iniciei minha mediação normalmente, situando as crianças quanto ao nome do livro e da autora para em seguida fazer a apresentação das imagens, provocando a interpretação própria de cada um. No decorrer da leitura percebi que uma das crianças já conhecia a sua história. Conforme eu ia conversando com a turma e passando as páginas eu era interrompido a todo momento por essa criança com frases do tipo:"agora o aviãozinho vai acertar a cabeça da professora", "ela vai mandar a menina pra biblioteca", "a menina vai ler um livro", entre outras. Eu fiquei completamente surpreso com a forma com que essa história fora internalizada por essa criança de apenas três anos. Conversando com a professora, ela me disse que nunca havia lido essa história para a turma e que nem ao menos a conhecia. Ainda estamos pesquisando, mas acreditamos que isso foi possível através do aluguel realizado por algum adulto da comunidade, sendo que este livro está tendo uma demanda considerável de empréstimos e que nossa biblioteca tem como ponto forte o público da comunidade.

Como mediador fiquei surpreso e muito feliz por presenciar este momento em que uma criança expressa de forma natural a forma como a história de um livro pode ser marcante para ela, as referências que "inconscientemente" foram realizadas, a importância da mediação realizada pelos próprios familiares no dia a dia do lar, o quanto uma imagem pode explorar de uma criança, que naturalmente possui olhos inquietos e curiosos.

Diante desse acontecimento a minha prática enquanto mediador também teve de ser repensada e através das interrupções do pequeno leitor, procurei fomentar as interpretações de todos, estimulando ainda mais os comentários perante as ilustrações. É incrível como uma criança pode ser detalhista. Ao mesmo tempo em que a história fluía as próprias crianças iam me mostrando detalhes que passavam despercebidos por meus olhos de adulto e sempre é muito mágico a reação dos pequenos no trecho da história em que a personagem "convence" os colegas de turma a jogarem seus aviõezinhos.Mostrando também que as crianças depois de seduzidas pelo livro se tornam mediadoras, e muito eficientes por sinal Alguns mostram o interesse de fazer o mesmo na sala, outros caem na gargalhada, enquanto alguns começam a comentar fatos presenciados por eles e que vieram à tona por conta da leitura.

Estamos apaixonados pelo livro "Nas asas do aviãozinho", tanto pelo que ele representa no que acreditamos como história infantil e ilustração de qualidade, como na própria resposta que recebemos das crianças e seu encantamento, atenção e participação perante um livro de imagens. O livro também traz de forma muito inteligente questionamentos quanto a imagem que algumas pessoas ainda possui de uma biblioteca, e provoca reflexões que mostram de forma interessante um tabu que nós, envolvidos no perfil de biblioteca comunitária queremos quebrar. A biblioteca não é mais local de castigo, a biblioteca não é mais local de silêncio absoluto e nem é mais aquela salinha pequena e escura para empilhar livros. A biblioteca é um lugar de descobrimento, de significação do mundo e de relações sociais.

Possuía um certo receio em mediar utilizando livros de imagens, por acreditar que talvez não conseguiria explorá-lo da forma que um livro de imagens merece. Esse livro foi minha primeira experiência e fiquei muito satisfeito com o resultado ao perceber que o sucesso de uma mediação de leitura através de imagens não depende exclusivamente do mediador e que as crianças acabam sendo os verdadeiros condutores da leitura.

O trabalho com conscientização, com promoção de leitura as vezes pode ser muito subjetivo e seus resultados muito sutis. As pessoas envolvidas precisam ter um olhar muito atento para aprender a "ler" seu usuário (no caso de uma biblioteca) e saber realizar de forma saudável o papel de ponte entre o livro e o leitor. Esse episódio que relatei serviu como uma injeção de ânimo e renovou minha crença na importância da leitura. Existe uma Frase de Rubem Alves que gosto muito e que define muito bem meu sentimento nesse momento: "[...] um único momento de beleza e amor justifica a vida inteira."


Um abraço!!!

Rafael Mussolini
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